Where The Wild Things Are

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February 25th, 2010

Não tenho medo de dizer e não entendo porque isso assusta ou impressiona tanto algumas pessoas, mas eu não gosto de crianças, na maior parte do tempo. De repente só sou chata mesmo, mas o fato é elas são legais enquanto são daquele jeito que vemos nos livros e filmes: inocentes, brincalhonas, boazinhas… O problema é que como qualquer adulto, esses seres que ainda estão crescendo, também têm seus momentos chatos e pode ser que eu seja um pouco mais intolerante com isso do que a maior parte das pessoas, mas, na realidade, nenhuma criança é perfeita como se tenta passar em alguns lugares.

Onde Vivem os monstros

Quando ouvi falar de Where The Wild Things Are, como livro (escrito e ilustrado por Maurice Sendak e traduzido como Onde Vivem os Monstros, em português), logo decidi que tinha que tê-lo pra mim, pois Sendak mostra justamente um lado das crianças que normalmente não é mostrado: o lado selvagem, onde as emoções são mais reais e nem tudo é tão bonitinho.

A história é bem curtinha e é sobre Max, que foi mandado pra cama sem jantar e que vê surgir em seu quarto uma selva com monstros, de quem se torna rei. As ilustrações são lindas, com monstrinhos cativantes e belas texturas (quem se interessar, eu recomendo! O livro é da CosacNaify e estava saindo por R$49 quando olhei no site)

Quando ouvi falar que o livro ia virar filme, confesso que fiquei com um pouco de medo, afinal, ele só tem 40 páginas e a possibilidade de o filme mudar toda a história era muito grande. Junte a isso o fato que normalmente não gosto de adaptações de livros para o cinema e verá que as chances não eram muito boas.

Photobucket

Felizmente, meu temores se provaram infundados (afinal, um filme com cartazes tão legais e com uma tipografia que combina tão bem não poderia ser tão ruim) e fiquei muito satisfeita com a versão cinematográfica de Where The Wild Things Are. Obviamente a história teve que ser esticada, mas isso foi feito seguindo o clima e a proposta do livro, preservando a idéias da história (como acontece várias vezes em adaptações)

Não sou nenhuma especialista no assunto, mas a fotografia e a trilha sonora me pareceram muito interessantes e muito bem colocadas. Os monstros ficaram muito interessantes no filme, assim como a atuação do menino que faz Max.

Enfim, esse é um filme excelente, na minha opinião, que mostra a crianças diferente dos clichês e que se aproxima muito mais da real criança, que assim como todos nós também tem defeitos e problemas. E veja só, até eu que não sou fã de crianças acabei gostando do Max.

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Tempestade – Postagem Temática

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November 9th, 2009

Desde daquele dia era difícil não ver a face dele dominada pelas nuvens, tentando talvez fazer aparecer algum sol, mas dias ensolarados eram cada vez mais difíceis de se ver por ali.

A chuva também ficava à beira dos olhos daquelas mulheres, que lutavam com todas as suas armas para impedir um temporal, mas às vezes era inevitável.

Talvez, o maior medo de que dias ensolarados nunca mais fossem iguais àqueles de outrora.

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Postagem Temática para o tema chuva. Uma coisinha meio confusa que me veio à mente por alguns problemas pessoais que espero que se resolvam logo…

Tenho que atualizar esse blog com posts não só da Postagem Temática.

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O fim – Postagem Temática

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October 16th, 2009

Não conseguia entender o que acontecia. As palavras não faziam mais sentido e a brancura do papel era tanta que incomodava aos olhos.

Chegava a ser estranho. Sempre pensara que isto era algo que nunca iria morrer, uma parte de si que nunca mudaria. No entanto, lá estava ela e o que deveria estar lá, não estava mais.

Talvez fosse exatamente isso. A crença de que aquilo nunca a abandonaria fizera com que se acabasse. Alguns diziam que ele não se fora, estaria oculto e era ela que não conseguia ver. Mas então, ele ressurgiria naquele último momento de esperança, agarrado ao resquício de fé que estivesse sobrando. Um retorno triunfal, digno de um clássico final feliz.

Mas para isso, deveria haver alguma fé…

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Minha Postagem Temática para o tema da vez: fé. É a primeira vez que participo e tive algumas idéias para o tema, mas nenhuma me agradou. Então de repente, surgiu esse tema que não tinha a pretensão nenhuma de ser
explícito sobre o que se trata.

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Pixel Show 2009 – São Paulo

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October 15th, 2009

Nesse último final de semana (10 e 11 de outubro de 2009) fui no Pixel Show pela primeira vez. No ano anterior tinha pensado em ir também, mas no final das contas, acabei não indo.

Enfim, esse ano fui e não me arrependi!

Teve palestra com pessoas muito interessantes (Molly Crabapple, Digital Domain, Estúdio Árvore, Nelson Balaban, Rico Lins, Musa, Cubo.cc, Santa) e com outros que não me interessaram (Sesper, Diguinho).

Além disso, a feira estava muito legal e tinha um stand de livros com preços muito bons. Não resisti e comprei dois livros: “Layout” e “Formato” (Ambrose e Harris).

Layout e Formato

Ganhamos também um kit com várias revistas (inclusive a Zupi Erotika), bloquinho, caneta e mais algumas coisinhas.

Kit

No primeiro dia (sábado), aparentemente eu estava em uma maré de sorte! Nesse dia teve palestra com a Molly Crabapple e no intervalo entre as palestras ela iria fazer um mini-Dr. Sketchy’s Anti Art School, que é um movimento que ela criou com eventos onde se desenha em ambientes como cabarets (para quem se interessar, tem em São Paulo agora também) e haveria uma espécie de concurso onde os participantes desenhariam a modelo e depois a Molly iria escolher alguém para ganhar uma Zupi como prêmio.

Bom, não sei se o fato de que eu estava sentada do lado dela ajudou ou ela simplesmente acabou me escolhendo, mas o fato é: ela me escolheu! Fiquei tão surpresa! Achava que não tinha a menor chance!

O desenho foi esse daí debaixo, à esquerda:

Desenho

Foi super legal.

Achei no Flickr uma foto que tiraram dela e eu estava do lado desenhando:

Molly Crabapple

Sim, eu sou aquela menina de óculos e blusa rosa, toda despenteada.

Aproveitei também e pedi um autógrafo pra Molly:

Autógrafo da Molly

Mais tarde descobri que ganhei um toyart da Playmobil para personalizar em um sorteio que a Revista Offline estava fazendo. Peguei o boneco no dia seguinte.

Playmobil

A idéia é que quem ganhou personalize e mande a foto para a revista para ganhar prêmios.

Mas infelizmente a minha maré de sorte se restringiu a isso e não ganhei nenhum outro sorteio (incluindo o do ipod e da tablet).

Como a Carol (sim, aquela do RGB) estava trabalhando no evento, encontrei com ela alguma vezes. Até aparecemos nessa foto aqui:

Carol e Elisa - Pixel Show

Bem perto da câmera. Estamos ali, de pé.

Enfim, foi meio chato ter que acordar cedo no final de semana, mas valeu a pena.

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Caixinha de música

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August 17th, 2009

Ela guardava todos os seus pequenos tesouros em uma antiga caixinha de música, com uma delicada bailarina que há muito bailava em seu interior, mas que em algum lugar do percurso cansara-se de seu copioso destino e por vezes teimava em pausar suas apresentações em um mesmo passo, um protesto mudo e infrutífero.

Cada um de seus mínimos segredos estocados com o maior esmero, o que parecia ser um sinal de zelo, mas não passava da mais pura e simples covardia.

Mas nem sempre seus repetidos cálculos prosperavam e, inadvertidamente, o conteúdo da caixinha formava todo tipo de rebelião, resultando em fugas que a moça gostava de chamar de impulsos.

Ah! E que graciosos eram seus impulsos! Únicos e preciosos amedrontavam, mas eram capazes de causar todo tipo de encanto raro, enfeitiçando tudo a sua volta, para o bem ou para o mal.

Não! Não eram somente as fugas que as rebeliões causavam. Quem poderia dizer que a própria moça deixava escapar alguma relíquia, forjando distração e depositando-as atrás de gestos mínimos e sorrisos pequeninos ou mesmo largos, esperando que algum passante inadvertido descobrisse suas pérolas camufladas?

Chaves também eram perdidas ou até mesmo entregues, oscilando entre a hesitação e a segurança, a uma nova espécie de tesouro que não foi feito para caixas. Para esses ela reservava uma apreensão, daquelas que dão um aperto no peito, um arrepio daqueles que se sente ao adentrar uma nova história e um pequeno jarro com traços novos e inúmeros, sem rótulo ou manual, somente com a indicação: “Faça bom uso”

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Me lembraram da existência desse texto já antiguinho outro dia e pensei em colocá-lo aqui. Ué, por que não? Então aqui está ele.

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