Tempestade – Postagem Temática
2 Comments »Desde daquele dia era difícil não ver a face dele dominada pelas nuvens, tentando talvez fazer aparecer algum sol, mas dias ensolarados eram cada vez mais difíceis de se ver por ali.
A chuva também ficava à beira dos olhos daquelas mulheres, que lutavam com todas as suas armas para impedir um temporal, mas às vezes era inevitável.
Talvez, o maior medo de que dias ensolarados nunca mais fossem iguais àqueles de outrora.
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Postagem Temática para o tema chuva. Uma coisinha meio confusa que me veio à mente por alguns problemas pessoais que espero que se resolvam logo…
Tenho que atualizar esse blog com posts não só da Postagem Temática.
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O fim – Postagem Temática
5 Comments »Não conseguia entender o que acontecia. As palavras não faziam mais sentido e a brancura do papel era tanta que incomodava aos olhos.
Chegava a ser estranho. Sempre pensara que isto era algo que nunca iria morrer, uma parte de si que nunca mudaria. No entanto, lá estava ela e o que deveria estar lá, não estava mais.
Talvez fosse exatamente isso. A crença de que aquilo nunca a abandonaria fizera com que se acabasse. Alguns diziam que ele não se fora, estaria oculto e era ela que não conseguia ver. Mas então, ele ressurgiria naquele último momento de esperança, agarrado ao resquício de fé que estivesse sobrando. Um retorno triunfal, digno de um clássico final feliz.
Mas para isso, deveria haver alguma fé…
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Minha Postagem Temática para o tema da vez: fé. É a primeira vez que participo e tive algumas idéias para o tema, mas nenhuma me agradou. Então de repente, surgiu esse tema que não tinha a pretensão nenhuma de ser
explícito sobre o que se trata.
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Pixel Show 2009 – São Paulo
No Comments »Nesse último final de semana (10 e 11 de outubro de 2009) fui no Pixel Show pela primeira vez. No ano anterior tinha pensado em ir também, mas no final das contas, acabei não indo.
Enfim, esse ano fui e não me arrependi!
Teve palestra com pessoas muito interessantes (Molly Crabapple, Digital Domain, Estúdio Árvore, Nelson Balaban, Rico Lins, Musa, Cubo.cc, Santa) e com outros que não me interessaram (Sesper, Diguinho).
Além disso, a feira estava muito legal e tinha um stand de livros com preços muito bons. Não resisti e comprei dois livros: “Layout” e “Formato” (Ambrose e Harris).

Ganhamos também um kit com várias revistas (inclusive a Zupi Erotika), bloquinho, caneta e mais algumas coisinhas.

No primeiro dia (sábado), aparentemente eu estava em uma maré de sorte! Nesse dia teve palestra com a Molly Crabapple e no intervalo entre as palestras ela iria fazer um mini-Dr. Sketchy’s Anti Art School, que é um movimento que ela criou com eventos onde se desenha em ambientes como cabarets (para quem se interessar, tem em São Paulo agora também) e haveria uma espécie de concurso onde os participantes desenhariam a modelo e depois a Molly iria escolher alguém para ganhar uma Zupi como prêmio.
Bom, não sei se o fato de que eu estava sentada do lado dela ajudou ou ela simplesmente acabou me escolhendo, mas o fato é: ela me escolheu! Fiquei tão surpresa! Achava que não tinha a menor chance!
O desenho foi esse daí debaixo, à esquerda:

Foi super legal.
Achei no Flickr uma foto que tiraram dela e eu estava do lado desenhando:

Sim, eu sou aquela menina de óculos e blusa rosa, toda despenteada.
Aproveitei também e pedi um autógrafo pra Molly:

Mais tarde descobri que ganhei um toyart da Playmobil para personalizar em um sorteio que a Revista Offline estava fazendo. Peguei o boneco no dia seguinte.

A idéia é que quem ganhou personalize e mande a foto para a revista para ganhar prêmios.
Mas infelizmente a minha maré de sorte se restringiu a isso e não ganhei nenhum outro sorteio (incluindo o do ipod e da tablet).
Como a Carol (sim, aquela do RGB) estava trabalhando no evento, encontrei com ela alguma vezes. Até aparecemos nessa foto aqui:

Bem perto da câmera. Estamos ali, de pé.
Enfim, foi meio chato ter que acordar cedo no final de semana, mas valeu a pena.
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Caixinha de música
2 Comments »Ela guardava todos os seus pequenos tesouros em uma antiga caixinha de música, com uma delicada bailarina que há muito bailava em seu interior, mas que em algum lugar do percurso cansara-se de seu copioso destino e por vezes teimava em pausar suas apresentações em um mesmo passo, um protesto mudo e infrutífero.
Cada um de seus mínimos segredos estocados com o maior esmero, o que parecia ser um sinal de zelo, mas não passava da mais pura e simples covardia.
Mas nem sempre seus repetidos cálculos prosperavam e, inadvertidamente, o conteúdo da caixinha formava todo tipo de rebelião, resultando em fugas que a moça gostava de chamar de impulsos.
Ah! E que graciosos eram seus impulsos! Únicos e preciosos amedrontavam, mas eram capazes de causar todo tipo de encanto raro, enfeitiçando tudo a sua volta, para o bem ou para o mal.
Não! Não eram somente as fugas que as rebeliões causavam. Quem poderia dizer que a própria moça deixava escapar alguma relíquia, forjando distração e depositando-as atrás de gestos mínimos e sorrisos pequeninos ou mesmo largos, esperando que algum passante inadvertido descobrisse suas pérolas camufladas?
Chaves também eram perdidas ou até mesmo entregues, oscilando entre a hesitação e a segurança, a uma nova espécie de tesouro que não foi feito para caixas. Para esses ela reservava uma apreensão, daquelas que dão um aperto no peito, um arrepio daqueles que se sente ao adentrar uma nova história e um pequeno jarro com traços novos e inúmeros, sem rótulo ou manual, somente com a indicação: “Faça bom uso”
Me lembraram da existência desse texto já antiguinho outro dia e pensei em colocá-lo aqui. Ué, por que não? Então aqui está ele.
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Ok, eu me rendo aos memes!
2 Comments »Nos vários blogs que tive, nunca tinha me rendido a moda dos memes. Ah, é uma moda sim! Todo mundo faz e tem memes sobre tudo! Até a Carol se rendeu a eles, e eu pensava que ela tinha jeito de ser daquelas pessoas que não gosta de memes, haha.
Mas enfim, lá estava eu, passeando pelos blogs que visito, quando achei no blog da Bá, esse meme sobre livros e… acabei me rendendo, fazer o que?
Meme dos Livros
Livro de Infância: “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carrol (e a edição que eu tinha não era com lustrações do Tenniel. Não sie o nome do ilustrador agora, elas eram feitas com colagens e desenho, mas algumas delas me davam medo, mas eu gostava mesmo assim, vai saber…), “Uma professora muito maluquinha”, do Ziraldo (ah, é tao legal!), “Contos de Grimm”, dos Irmãos Grimm (com ilustrações lindas), “Contos de Andersen”, traduzido e adaptado pelo Monteiro Lobato (e tem “A menina do fósforos”, que eu amava, apesar de ser tão triste!), A Bolsa Amarela, de Lygia Bojunga (que eu adorava, mas hoje não lembro direito da história), a série “Quem tem medo de…?”, de Fanny Joly/Jean-Nöel Rochut (muito legal), várias histórias do Asterix, de René Goschinny/Albert Uderzo e vários livrinhos que eram da minha mãe, que ela guardou e me deu.
Personagem que queria ser: vários! Já quis ser a Hermione, quando li “Harry Potter”, da J.K.Rowling pela primeira vez, já quis ser a Elizabeth Bennet, para ter o meu Mister Darcy (Orgulho e Preconceito, da Jane Austen) e vários outros.
Primeiro livro enorme que lembra de ter lido: com certeza deve ter outros antes desse, mas lembro de “O mundo de Sofia”, do Jostein Gaarder, que parecia tão grande quando eu li.
Filme que ficou melhor do que o livro: Acho que não vou estar viva para ver isso[3], se bem que eu ainda quero ler “O Iluminado”, do Stephen King e “Bonequinha de Luxo”, do Truman Capote, para comparar.
Livro que te fez sonhar acordada (o): se o livro é bom, ele me faz sonhar acordada, mas acho que a série “As Brumas de Avalon”, de Marion Zimmer Bradley e os livros da Jane Austen
Livro que te fez chorar: Haha! Muitos! Eu choro com tudo! Mas agora estou vendo na parteleira “Persépolis”, de Marjane Satrapi, “Maus”, de Art Spilegmann, “O Diário de Anne Frank”, de Anne Frank, os livros de “As Brumas de Avalon”, Marion Zimmer Bradley, “Germinal”, de Emile Zola, algumas coisas da Clarice Lispector, “Ensaio sobre a cegueira”, José Saramago.
Livro que te fez rir: “Os meninos da rua Paulo”, de Fenrec Molnár, “As férias d pequeno Nicolau”, de Sempé e Goscinny, “A maldição da moleira”, de Índigo, “Persépolis”, de Marjane Satrapi, “O Alienista” e “Memórias Póstumas de Brás Cubas”, do Machado de Assis, “Intermitências da Morte”, José Saramago, “As aventuras de Tom Sawyer”, de Mark Twain, “O cavaleiro Inexistente”, de Ítalo Calvino.
Livro que mudou a sua vida: difícil de dizer… Talvez “O Apanhador no campo de centeio”, de J.D. Salinger. Não acho que ele mudou a minha vida, mas me fez pensar… Também, pelo mesmo motivo: “Fico à espera…”, de Calí/Bloch, que é curtinho, mas faz a gente pensar sobre tanta coisa…
Livro que te causou dor: “O diário de Anne Frank”, de Anne Frank, “Maus”, de Art Spielgmann
Livro de cabeceira: Hm, boa pergunta. Talvez “Alice no País das Maravilhas”, de Lewis Carrol, os a série das “Brumas de Avalon”, de Marion Zimmer Bradley, a série “Desventuras em série”, do Lemony Snippet, não sei.
Livro comercialzão: a série Southern Vampires Mysteries, da Charlaine Harris (a que inspirou a série True Blood – que por um acaso não é nada fiel ao livro, só quando quer. A que tem a Sookie Stackhouse).
Querido escritor: Clarice Lispector, Machado de Assis.
Sente vergonha por não ter lido: alguns clássicos
Não suporta: “Iracema”, do José de Alencar, ou simplesmente o José de Alencar.
Para os apaixonados: “Água Viva”, da Clarice Lispector. Mas uma coisa é certa, não vá ler “O sofrimento do jovem Werther”, do Goethe. Eu achei chato e pouco convincente, mas vai saber, ele pode acabar te dando idéias…
Livro sensual: a série “Southern Vampires Mysteries”, da Charlaine Harris (não acho tanto, mas não estou conseguindo lembrar de outro)
Para quando quiser ficar feliz: “Felicidade Clandestina”, da Clarice Lispector
Para quando faltar esperança: Não sei, hahaha, só não leia a série do “Desventuras em série”, de Lemony Snippet.
Livro que ganhou e nunca leu e nem vai ler: não lembro de nenhuma assim, costumo ler todos.
Para quando for preciso paciência: “O Senhor dos Ladrões”, de Cornelia Fonke.
Livro que comprou e nunca leu: acontece sempre, por comprar e depois não ter tempo (ou ganhar e não ter tempo, esse tem vários), mas por enquanto só um “Garotos Incríveis”, de Michael Chabon.
Biografia: um diário pode ser considerado uma biografia? Se sim, “O diário de Anne Frank”, de Anne Frank, não sei se li outras.
Para garotas: dependendo da garota, a coleção “As Brumas de Avalon”, de Marion Zimmer Bradley e aqueles livrinhos ‘Coisas que toda Garota deve Saber’ de vários autores
Difícil: ‘Sagarana’ de João Guimarães Rosa (muito chato) e os livros do “Senhor dos Anéis”, do Tolkien.
Para quem gosta de escrever: os livros da Clarice Lispector me fazem querer escrever, mas não sei se acontece só comigo ou é algo geral. Também “O diário de Dany” e “O diário de Ana Maria”, ambos de Michel Quoist, diários me fazem querer escrever
Leitura de teatro: “Sonhos de uma noite de verão”, do Shakespeare, não gosto de ler teatro, mas esse é bem legal!
Conto gostoso de ler: série “Desventuras em série”, do Lemony Snippet (quando você vê, já acabou), “A maldição da moleira”, da Índigo.
Não conseguiu terminar: “Contato”, de Carl Sagan, “Crime e Castigo”, de Fiódor Dostoiévski (não sei porque, aconteceu com os dois livros. Chegando em ma parte específica, eu acabo parando e não volto a ler).
Está na fila: “Perto do Coração Selvagem”, de Clarice Lispector, “Era uma vez uma capa”, de Alan Powers, “Garotos Incríveis”, de Michael Chabon
Livro que daria de presente: Algum livro da Agatha Cristhie no qual Poirot desvende um crime impossível[2], “Fico à espera…”, de Cali/Bloch, algum com várias tirinhas da Mafalda, do Quino.
Pérola encontrada nos sebos: deveria ir mais, mas acabo nunca indo em sebos, mas uma vez fui com o meu pai e encontramos em ótimo estados toda coleção do “Sítio do Pica-pau Amarelo”, do Monteiro Lobato.
O que está lendo agora: “A insustentável Leveza do Ser”, do Milan Kundera.
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